Técnicos de 11 dos 20 participantes que iniciaram o Campeonato Brasileiro podem comemorar a estabilidade. Eles estão no cargo desde o ano passado ou, no caso do Botafogo, desde o início do ano.
É um cenário diferente do último ano, embora os estaduais continuem como principal ameaça no início da temporada. Prova disso é que dos nove clubes que já trocaram de técnico, seis o fizeram por maus resultados no Estadual.
Atlético-GO, Bahia, Cruzeiro, Flamengo, Figueirense, Grêmio, Náutico, Portuguesa e Sport mudaram de comandantes após eliminações, perda de títulos, rebaixamentos e até por própria opção do treinador.
ESTABILIDADE
Palmeiras e Corinthians são os clubes que mantêm os treinadores há mais tempo. Luiz Felipe Scolari está desde 18 de junho de 2010 no time alviverde, enquanto Tite dirige a equipe alvinegra desde 20 de outubro de 2010.
São os dois únicos clubes cujos técnicos assumiram em 2010. A Ponte Preta (Gilson Kleina) e o Coritiba (Marcelo Oliveira) mantêm seus treinadores desde o início da temporada passada.
Outros clubes que não trocaram de técnico são Atlético-MG, Botafogo, Fluminense, Internacional, Santos e São Paulo.
O Vasco conta com Cristóvão Borges, auxiliar de Ricardo Gomes, afastado após sofrer um AVE (acidente vascular encefálico) na última rodada do primeiro turno, contra o Flamengo. Gomes estava no cargo desde 6 de fevereiro de 2011. Desde o AVE é Borges quem comanda o time.
HISTÓRICO
Em 2011, antes do Brasileiro começar, apenas nove clubes não tinha trocado de técnico, enquanto outros 11 já tinham feito pelo menos uma troca de comandante após derrotas ou crises nos campeonatos estaduais.
No Vasco, Paulo César Gusmão foi demitido após três derrotas seguidas para equipes pequenas (Resende, Nova Iguaçu e Boavista) e uma crise causada após uma discussão entre o meia Carlos Alberto e o presidente Roberto Dinamite. O jogador foi emprestado em seguida ao Grêmio. Depois de passar por Bahia e quase acertar com o Palmeiras, o meia foi reintegrado ao Vasco, que hoje é dirigido por Cristovão Borges.
Adilson Batista caiu no Santos por conta de uma única derrota (Corinthians) em 11 jogos. Na ocasião, o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro disse que estava poupando o treinador da pressão da torcida.
O Internacional perdeu a paciência com Celso Roth, campeão da Libertadores-2010, mas que fracassou no Mundial no mesmo ano (caiu nas semifinais para o Mazembe). Ele não resistiu a derrota para o mexicano Jaguares, na Taça Libertadores de 2011.