sábado, 1 de março de 2014 - às 1h23

A violência e a ambição humana

Guilherme Brandão

Guilherme Brandão foi vítima de um patife

O empresário Guilherme Brandão, dono da choparia Maikai, morreu duas vezes.

Na primeira, como vítima da violência que nos amedronta rotineiramente, e na segunda, como vítima de um patife.

A primeira morte:

Logo depois de saber de mais um assalto e já cansados de sofrer com a violência, os maceioenses não hesitaram em vaiar o governo, representado na cena do crime pelo secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares.

Ele deu a cara tapa e foi diretamente atingido pela revolta do povo com a insegurança.

Acossado pela pressão das ruas, o secretário tratou de agir para dar uma resposta à sociedade.

O resultado sai três dias depois do crime: o suposto assalto foi na verdade homicídio.

A segunda morte:

A Polícia Civil tratou de juntar as peças das contradições nos depoimentos do gerente do Maikai, Marcelo Silva Saldanha, o único que estava presente no local do crime, e no que disseram outros empregados de Guilherme.

E montou o quebra-cabeça. O gerente  passou de única testemunha do crime a acusado.

O trabalho policial mostrou que, reconhecido como um empreendedor corajoso, uma pessoa do Bem, o empresário foi vítima da ganância, da ambição, da inveja de um biltre.

Depois disso, que a Justiça faça sua parte!

 

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COMENTÁRIOS9

  1. Amigo do Povo  03. mar, 2014 às 11:01

    Este governo mediocre trabaçha a base de vaia ! Este é o combustive dele !

  2. André  01. mar, 2014 às 22:09

    Adimiraçao-me o grotesco da opinião pública em relação à morte do Guilherme. Foi apenas uma morte ponto de um ser humano. Não ter sido latrocínio tem sido tratado como um alívio para um governo que não fez nada em inteligência , em gestão, em financiamento. Em que foram gastos os milhões enxertados pelo governo federal no programa Brasil mais seguro? Não ter sido latrocínio alivia a dor de quem? Alivia a responsabilidade de quem? Ora através do google hoje poderíamos saber até a cor da meia do secretário de segurança. O fato grotesco é saber que as mortes violentas em Alagoas em número maior do que muitas guerras civis, não são secundárias a veneno, nem a ” overdose” de crack, elas ocorrem por armas e munições. De onde vem essas armas, onde são vendidas as munições? Meu Deus tempos sombrios esses onde uma morte violenta não é encarada pelo governo como violenta só porque não foi latrocínio, triste, desanimados, e a imprensa toda se calou e parece ter comemorado junto. Ao invés de missa de sétimo dia , o governo vai oferecer um jantar ao seçretario de segurança?

  3. santos  01. mar, 2014 às 16:26

    E mais na cidade está surgindo comentários que esse senhor não era nada bonzinho com seus funcionários.

  4. breno  01. mar, 2014 às 15:53

    Aí é onde está o problema. A policia fez a parte dela mas segundo a nossa legislação o patife já já estará solto zombando da cara da familia.

  5. TÔ COM MEDO  01. mar, 2014 às 10:29

    E agora, como fica a turma do QUANTO PIOR MELHOR ?
    E a Imprensa (maioria), a serviço dos patrões e políticos, desrespeitando a dor dos familiares e partindo para o vale tudo político?
    Vão pelo menos pedir desculpas, ou botar o rabo entre as pernas e partir para o NÃO SEI DE NADA.
    Alagoas e o Brasil, vivem momentos tristes de insegurança, e os culpados quem são?
    Quando assistimos os “meninos” do MST, financiados com nossos impostos, gastarem, quebrarem, desmoralizarem e ferirem 32 policiais e serem “severamente” PUNIDOS com uma audiência com a Presidente da República, como esperar ORDEM E RESPEITO?
    E o que dizer da grande imprensa, sob a liderança da Rede Globo, tratando BANDIDO como MANIFESTANTE ?
    Áté a morte do cinegrafista da BAND, foi imediatamente atribuída à polícia, com o “testemunho” de um repórter da Globo.
    É omissão, covardia ou poderosos interesses ?

    “QUANDO OS DE CIMA PERDEM A VERGONHA, OS DE BAIXO PERDEM O RESPEITO”

    • Carlos Santos  06. mar, 2014 às 9:47

      Parabéns pelas colocações!

  6. nelson  01. mar, 2014 às 9:41

    esse é um momento de reflexâo para todos os alagoanos, incluisive de parte da midia que fazem do governador o judas iscariotes de todo mal que acontece em alagoas.

  7. nem tanto  01. mar, 2014 às 7:44

    bleine, o que o tavares fez foi tomar uma vaia. mérito nenhum ele soma n prisão do marginal marcelo. os loiros pertencem ao delegado lima, bastante competente. como o np gosta de aparecer com o sucesso dos outros. um abraço.

  8. Fábio  01. mar, 2014 às 3:39

    A terceira violência contra o empresário: servir, em sua morte trágica, como mero instrumento político para o dono desta mídia desmoralizar os que fazem a segurança pública no Estado.

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