Às 11:40

Que 2013 seja repleto de sucessos, paz e saúde para todos!

31 dez

Ao reafirmar o voto de felicíssimo ano novo para todo e-leitorado deste blogue, sem blague, acrescento-lhes uma boa nova: despedir-me-ei, enfim, deste endereço.

Como todos os seis teimosos e-leitores estão cansados de saber, é notório meu desapego a este tipo de mídia. Daí a indigente alimentação do mesmo, o que – reconheço – é indesculpável. Brincadeiras à parte, um blog deve dispor, pelo menos, de uma postagem diária. Qualquer pessoa que tenha visitado por duas vezes este meu endereço percebeu a inanição do coitado. É de fazer pena, o bicho é pele e osso, mais este que aquele.

Este espaço tem se mantido graças à excessiva generosidade da direção da Organização Arnon de Mello. Mas o bom senso me leva a, destarte o atraso, tomar esta decisão até pela plena consciência do mau uso do valioso espaço a mim cedido. Mesmo tardia, esta atitude restitui à concedente a distinção concedida, restaurando os critérios de uso correto pelos concessionários da ferramenta midiática em tela.

Reconhecendo, porém, como extremamente valiosa a atenção dispensada a este acima-assinado por essa meia-dúzia de resistentes e-leitores, passarei a estudar com mais atenção as sugestões enviadas no sentido de experimentar outros canais internáuticos além dos blogues. Confesso ser mais seduzido pelo modelo desenvolvido pelo saudoso mestre Millôr Fernandes, cuja opção preferencial foi pelo formato site. Quem sabe pegarei alguma amizade por uma plataforma desse tipo? O futuro dirá, sem pressa.

Por agora, ao tempo em que reafirmo os desejos de muita felicidade, paz, saúde e prosperidade em 2013, agradeço a paciência e carinho de todos vocês. Assim como agradeço a Organização Arnon de Mello por ter me acolhido como projeto de blogueiro: um privilégio.

Seguirei, na GAZETA DE ALAGOAS, contribuindo com o que sei fazer de menos ruim. Charges, ilustrações editoriais, textos variados, edição do suplemento Gazeta Saber e labores do tipo, devidamente impressos sobre o bom e velho papel-jornal. Ali estou no meu habitat.

Por falar nisso, tentarei postar ainda neste ano, como complemento desta despedida, a charge da GAZETA do primeiro dia de 2013 (mas como sabem, nem sempre me lembro de atualizar o blogue).

Enquanto isso, relembro do dia 1º deste ano, que…

… a vida terminou redesenhando, neste final de ano, com uma diferença nem tão singela assim.

Cumprindo o compromisso de campanha (e ia eu falhar no derradeiro post?), em atualização feita às 20:32,  aí vai o adiantamento da charge de um ano depois da reproduzida acima:

A todos os e-leitores, meu abraço afetuoso.

Às 10:26

Ótimas Festas e um Felicíssimo Ano Novo!

24 dez

Estamos em pleno período das festas de fim-de-ano, certamente o período de farras, celebrações e confraternizações – coletivas – mais longevo da humanidade.

Este tempo de pândega antecede à criação do próprio Pã e o nascimento de Cristo. Esta agenda de intensas festas tem muitos e muitos milênios, na verdade é anterior à história e à escrita.

O périplo festeiro cujo ápice varia uns dias a mais, uns dias a menos, em relação ao dia 25 de dezembro no calendário contemporâneo, marca a percepção humana acerca de uma das mudanças climáticas típicas: É o Solstício de Verão, dia onde o sol brilha tanto tempo quanto o escuro da noite, assinalando com isto o declínio Inverno (no Hemisfério Norte, onde essas comemorações são mais tradicionais) e do Verão (no Hemisfério Sul).

Essas festas milenares eram tão arraigadas, e impossíveis de serem debeladas, que o Papa Júlio I, no ano 350, transferiu a data de nascimento de Cristo, até então comemorada no dia 6 de janeiro (nosso Dia de Reis, lembram-se?) para 25 de dezembro. O imperador Justiniano, no ano 529, reconheceu a data como feriado em todo Império Romano, oficializado assim a cassação do mandato do Deus Mitra, o preferido até então dos soldados romanos, cuja data era festejada, desde antes de Cristo, em 25 de dezembro. As características pagãs da comemoração do Solstício, porém, seguiram e seguem intactas, pantagruélicas.

Nessa toada, há milênios, o ser humano farreia nestes dias. Assim, sem sentimento de culpa ou pecado, farre à vontade (sem irresponsabilidades, lógico)!

E, sendo místico e/ou adepto de alguma crença ou crendice, faça suas orações, na religião que for de sua preferência. Afinal, todas marcam a mesma coisa, independente – aquém e além – da famosa Estrela de Belém.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!

Às 8:46

Oscar Niemeyer morreu. Viva Oscar Niemeyer!

6 dez

Encerrou-se a longa carreira do maior arquiteto do século XX. Morreu Oscar Niemeyer, viverá suas obras e várias lendas sobre esse fantástico ser e inigualável arquiteto.

Oscar Niemeyer por Rafael

Niemeyer foi o maior de todos os grandes Arquitetos do século XX. Ele superou, em muito, aquele que ele dizia ser seu mestre, Le Corbusier, que deu uma monumental contribuição ao conteúdo dos projetos em termos de funcionalidade e organicidade. O brasileiro Oscar foi mais além garantiu, em grande estilo, o caráter estético da obra arquitetônica.

Verdade é que Niemeyer, ao contrário de Le Corbu, privilegiava o estético. Mas o que é Arquitetura senão a expressão do estético sobre os demais aspectos do projeto construtivo? A única obra na qual o gênio de Oscar teria falhado teria sido a “Aspiral”, um monumento ao quarto centenário de São Paulo (batizada por um neologismo que unia “aspiração” e “espiral” e anistiaria um vício de linguagem comum no Brasil). Tal foi o radicalismo do criador em privilegiar a forma que a obra não se manteve em pé. Reza a lenda urbana que depois de várias tentativas frustradas de edificá-la em concreto, o governo paulista, para não perder o embalo da agenda de eventos pelo aniversário de 400 anos da cidade, resolveu fazer uma réplica em gesso; essa reprodução cenográfica teria sido inaugurada mas, logo depois, ruído.

Lendas à parte, Niemayer, com a ajuda indispensável do engenheiro Joaquim Cardoso, legou para a humanidade monumentos arquitetônicos inigualáveis no século XX, como Pampulha e Brasília.

Por ora fica esse pequeno registro. Voltaremos ao tema depois.

Viva Niemayer!!

 

Às 19:43

Duas dominicais charges

2 dez

Numa rápida coleta de fim de semana, replica-se aqui duas charges originalmente colhidas no sítio A Charge.

Santiago, enviando dos Pampas para charge on line

 

Jarbas, publicado originalmente no Diário de Pernambuco e divulgado pelo charge on line.

Às 2:02

Mesmo que (muito) tardia, a ONU toma uma decisão justa sobre a Palestina

30 nov

Enfim, depois das primeiras decisões de 1948 sobre a formação dos dois estados na Palestina (um judaico, outro palestino), a ONU resolve falar um pouquinho mais alto e dar um passinho de tartaruga em direção à Justiça: reconheceu o Estado Palestino no status de “Estado observador não-membro”.

O governo terrorista de Israel berrou e ameaçou – mas faz pior, na prática, todos os dias. Acossado pelo lobby sionista (não confundir com judaico nem mesmo com israelense) o governo americano também votou contra – que ridículo para a Casa Branca!

Leia mais sobre essa decisão histórica na BBC, n’O Globo e no Vermelho.

Mangabeira, no Blog do Mangabeira

Às 16:36

O petróleo é de quem mesmo?

29 nov

Vem da imprensa gaúcha a melhor abordagem sobre a radicalizada campanha carioca pela exclusividade no usufruto do óleo de pedra porventura encontrado no mar oceano…

Iotti, no Zero Hora (RS)

Às 19:14

Dois eventos animam a quarta-feira no Instituto Histórico

27 nov

Nesta quarta-feira, 28 de novembro, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas abre seu salão nobre para dois eventos subsequentes, ambos a partir das 15 horas.

No primeiro momento, às 15 horas, será lançado o livro “A Estrada de Ferro de Paulo Afonso: Fotografia e História”. A obra, editada numa parceria do IHGAL com o Gabinete Civil, é de autoria do professor e pesquisador Davi Roberto Bandeira da Silva, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e é fruto de detalhada pesquisa nos acervos do Arquivo Público de Alagoas, Fundação Casa do Penedo e o próprio Instituto Histórico.

No segundo momento, será a vez da solenidade de entrega da Comenda José Bento da Cunha Figueiredo, laurel confere ao homenageado a condição de Sócio Benemérito do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. O agraciado, com toda justiça, é Luiz Otávio Gomes. Para a concessão da honraria, foram levados em consideração os trabalhos realizados pelo atual secretário de Desenvolvimento desde o tempo de sua presidência na Associação Comercial de Maceió, durante o qual logrou êxito e restaurar por completo o imponente Palácio do Comércio, salvando aquele imóvel histórico da ruína (que muitos consideravam definitivamente instalada na construção) e o devolvendo ao uso público, completamente recuperado. Contou pontos também o esforço realizado por Luiz Otávio, há cerca de um ano, para resolver todas as pendências e garantir a realização de todas as ações necessárias para a cessão de uso do palacete da antiga Loja Perseverança para o Instituto Histórico, gesto que é uma das maiores contribuições para a memória e museologia de Alagoas em toda nossa história.

 

Às 21:23

Uma charge caminhando corajosamente fora da via fácil

26 nov

Aroeira, no jornal O Sul (desenho também reproduzido n’a charge on line), bravamente traça a realidade que se esconde debaixo da mídia fácil. E acerta nas moscas!

Confira:

 

Às 21:00

Uma bela e corajosa entrevista de um herói judeu de verdade

25 nov

Em entrevista assinada por Paula Shaccheta, a versão on line do Estadão oferece uma excelente oportunidade de conhecer a alma corajosa e generosa do povo judeu, numa visão bem distinta do terrorismo de estado sionista que o mundo está saturado de ver cotidianamente.
O entrevistado tem 80 anos e chama-se Gershon Knispel. Nasceu em Colônia (Alemanha) em 1932 e aos dois anos de idade já estava na Palestina, levados pelos pais que anteviam as desgraças do Nazismo. É um dos pioneiros da formação do Estado de Israel, tendo lutado as guerras de seu tempo nas forças armadas israelenses, mas isto não obnubilou sua consciência, seu senso de justiça. E lega à posteridade um depoimento forte, valente e pacifista.

Gershon Knispel, em foto de Paula Sacchetta/Estadão

Vale a pena ler toda a entrevista. Clique aqui.

Para adiantar o assunto, copio abaixo dois trechos da reportagem:

“O problema é que a política do Estado de Israel, desde sempre, foi de derrubar tentativas de negociação de paz, pois eles não queriam um Estado palestino ou um Estado binacional. Nós, da geração de 1948, chegamos à conclusão de que a grande euforia por um Estado não levou em conta que iríamos nos tornar um país ocupante e, com o tempo, um país baseado nos princípios fascistas mais radicais. Temos agora uma bomba atômica e um muro de 650 quilômetros de extensão e 8 metros de altura. Nos jornais dos últimos dias, senti uma tristeza enorme ao ver fotos de israelenses procurando abrigo nas ruas das cidades bombardeadas. Afinal, os mísseis e foguetes que saíram de Gaza não passaram por cima do muro? Então para que ele serve? Serve para separar famílias, tornar o caminho dos palestinos mais difícil, e eles já estão fartos disso. Um pacifista israelense, Gershon Baskin, disse que o assassinato de Ahmed Jabari, líder militar do Hamas, foi um ‘erro estratégico’. Não foi um erro estratégico, é a estratégia de sempre. A estratégia é não querer a paz. Yitzhak Rabin (primeiro-ministro de Israel em 1974-1977 e 1992-1995) e Yasser Arafat (líder da Autoridade Palestina) representavam os maiores perigos para Israel, pois eram capazes de estabelecer uma paz de fato na região. Rabin foi morto por um judeu ortodoxo de extrema direita e Arafat terá seu corpo exumado ainda este mês porque suspeita-se que ele tenha sido morto por exposição a substâncias radioativas pelo serviço secreto israelense. Quando começaram esses últimos ataques jovens saíram às ruas aqui em São Paulo, na Av. Paulista, para protestar contra o Hamas. Eu me pergunto, o que eles estão fazendo? Aqui, por serem judeus, ficam reféns de um Estado que pratica essas atrocidades. Não têm o direito de votar lá, mas assumem, aqui, os crimes deles!”
(…)
“Em 1958, Nina, que tinha sido minha namorada em Israel e veio para o Brasil com a família, me avisou de um concurso promovido pela TV Tupi para a execução de um mural no prédio deles. Eu já era artista plástico. Me inscrevi, mandei os croquis e venci. O painel ainda está lá: são índios de 7,5 metros de altura, no lugar mais alto de São Paulo, no Sumaré, onde hoje funciona a MTV. Uma vez no Brasil, me juntei ao pessoal do CPC, Centro Popular de Cultura, o Guarnieri, o Juca de Oliveira, o Augusto Boal e, entusiasmado com eles, fui ficando. Fiz uma gráfica para imprimir gravuras. O Brasil se tornou minha pátria também. Me juntei ao Partido Comunista com Mário Schenberg, Villanova Artigas e Oscar Niemeyer, que se tornou um amigo próximo. O prédio da MTV foi tombado recentemente, recebi a notícia com muita alegria. É uma garantia de que aquilo será preservado. Em 1964, no dia seguinte ao golpe militar, já comecei a ser procurado. Estava envolvido demais com o Partido Comunista e o CPC, era perigoso para eles. Peguei um cachimbo, tabaco, um passaporte e um talão de cheques e fui atrás de gente do Mapam, aquele mesmo partido do qual eu havia rasgado a carteirinha, em São Paulo. Tínhamos divergências, mas numa hora dessas eles precisavam me ajudar. Me transferiram para o Rio, onde ficava a Embaixada de Israel. Fiquei lá alguns dias e arranjaram um voo para Israel. De 1964 a 1986 morei em Haifa e trabalhei como conselheiro de arte da prefeitura. Em 1986, virei presidente do conselho dos artistas plásticos de Israel. Em 1987, 20 anos depois da Guerra dos Seis Dias, fizemos uma exposição com 67 artistas, metade árabes e metade judeus, contra a ocupação israelense de terras palestinas. Voltei ao Brasil em 1995 e fiquei”.

Às 11:11

Uma charge que sobrou por conta da hora do fechamento

24 nov

Na sexta, estava com uma charge na algibeira, quase pronta, esperando apenas o esperadíssimo resultado da eleição 2012 na Seccional Alagoas da OAB:

para encerrar o trabalho faltava apenasmente (como diria Odorico) saber quem as urnas sagrariam, para fazer-lhe a caricatura. Depois, ao ser colocada na página A4 da Gazeta de Alagoas – automaticamente – a imagem toda seria revertida para preto & branco.

Mas eis que o resultado demorava e assomou a hora fatal do fechamento da referida página (como sabem os quase extintos leitores do meio impresso – segundo os internátuticos radicais – as páginas fecham em horários distintos e A4 tem de ser “ripada” primeiro). Daí as mal-traçadas linhas sobraram para o Mano Menezes e seu tropeção na bola quadrada.

Hoje, pela manhã, ao pegar o exemplar da Gazeta de Alagoas, confirmada estava a tendência exposta pelas primeiras urnas e o advogado Thiago Bomfim amealhava o laurel. Aí, além de concluir o trabalho, agora para este espaço, as dimensões foram modificadas (ganhando altura) e a coisa ficou assim: