Às 5:30

1 ANO de BLOG: olhares, Psicologia e interação. Obrigada!

5 mai

*Suzy Maurício

Na apresentação deste espaço, em 5 de maio de 2011, afirmava ser cada projeto uma gestação. O primeiro ano de vida para qualquer ser humano é de fundamental importância, são 12 meses fora do útero, sujeito a todos os tipos de descobertas que o meio ambiente propicia e nas relações com o outro. Este outro que é diferente de nós, pensa e age de modo tão unicamente seu, mas que carrega dentro de si um coração, comum a toda gente, repleto de desejo que nos faz andar, nos instiga a buscar novos horizontes, com e para o outro. Este espaço, desde o início, é nosso!

Um bebê jamais estará sozinho, porque sem ajuda ele poderá morrer. Há sempre alguém para dar o alimento na hora da fome, para olhá-lo com carinho, para transmitir afeto, dizer que ele é importante, que sua presença faz bem, que ajuda, traz alegria ou outros sentimentos bons. Alguém para ajudar-lhe a dar os primeiros passos, sussurrando ao seu ouvido: “você consegue engatinhar”. Em geral, nós mães, colocamos num colchão ou tapete, um brinquedo que o bebê goste – longe dele – em linha reta. O bebê então se arrasta até seu desejo, alcançar o brinquedo é o seu objetivo. Neste esforço, encontra o caminho que o levará a se colocar de pé e sair empurrando, trôpego pela casa, aquele banquinho.

Ele quer caminhar com suas pernas e conquistar sua autonomia. Para se por de pé, seguro, confiante, acarinhado, feliz e cheio de ideias (correr, andar de bicicleta, etc.) foi um longo caminho para o bebê, claro. Aos olhos dos outros, o tempo passa mais rápido.

Antes de chegar até aqui, o caminho foi longo. Saindo lá do Cariri (Feira Grande-AL), sem luz elétrica,mas com um pai (in memorian) sempre disposto a acender a luz do pensamento em noites de luar, lendo seus livros à beira da fogueira, homem simples e de grande sabedoria e altruísmo. Também uma mãe corajosa disposta a sair do sítio para a cidade em busca da formação dos filhos. Apesar de ter nascido em Arapiraca, Cariri é o berço da minha história, de onde abriga as mais belas inspirações e sensações, lugar da minha infância. A vida e todas as pessoas com quem convivi até aqui, uma escola. A leitura e a escrita sempre foram minhas paixões, do papel e da caneta, às teclas do notebook, externando o que grita o peito.

Este foi meu primeiro artigo no Jornal Gazeta de Alagoas: Alegria e folia: por um carnaval sem drogasEstava eu no cobiçado espaço de OPINIÃO da Gazeta. Um passo profissional importante. Muitos foram os artigos publicados no jornal e  no portal. Estes artigos foram copiados e colados em outros veículos, daí pude ver a amplidão da internet. Passei a trilhar um caminho profissional além dos muros Institucionais, levando informação, instigando reflexões sobre o comportamento humano, minha práxis. Dos desconfortos psicológicos aos transtornos ouvidos  no consultório, necessitava pontuar, em temas, como prevenção aos demais, é a psico-higiene de Bleger (população sadia e promoção da saúde- física e mental).

Então, na comunicação, meus textos íam sendo publicados  no Jornal Gazeta e fazia rádio numa emissora em Arapiraca (com o Radialista José Rocha), comandando um quadro chamado Divã,por mais de 2 anos. A comunicação passou a se estabelecer por completo em mim, como necessidade até.  E fiz o meu 1º blog .Falante sou por natureza, os que ouvem minhas palestras sabem bem (risos). Faz-me bem escrever, repartir o que busco conhecer e aprender a aprender o que ainda não sei . Como disse Saramago, “somos todos escritores, só que alguns escrevem, outros não”.

E assim como a criança, vamos experimentando um novo jeito, novos ambientes, aprendendo sempre a fazer o melhor de nós, buscando o conhecimento sempre, contando com apoio de quem confiamos e que nos estimulam desde cedo a assumir a responsabilidade pelo caminho percorrido.

DOS AGRADECIMENTOS

À Deus, meus familiares, meu filho Igor.

Aos amigos, professores, profissionais, colegas, conhecidos, alunos, ouvintes e leitores.

Aos pacientes, fonte de aprendizado inesgotável sobre o comportamento humano.

Aos escritores, poetas, cantores, artistas, que tanto me ensinam.

À Maria Goretti e Ênio Lins.

Ao jornalista Fernando James, Coordenador deste portal (agora licenciado), o responsável por eu estar aqui, digitando coisas que saem do coração para quem me lê agora, neste espaço. Grata pela oportunidade de externar meus pensamentos cotidianos (alicerçados no dia a dia e na ciência cinqüentenária – a Psicologia ), informando, orientando, opinando e construindo com você, leitor (a), uma nova forma de olhar a própria vida e escolher a melhor maneira de ajustar-se nela, através do autoconhecimento e das escolhas responsáveis (e individuais) diante dos conflitos e adversidades existenciais. Daqui, cheguei ao acesso de milhões, dentro e fora do estado, além do Brasil. Neste blog e através do Canal Interativo Divã, onde respondo aos desabafos de todos que ali escrevem.

À competente equipe “Médica” do Portal. Estiveram no Centro Cirúrgico: o “Clínico” Fernando James (que cuidou da “gravidez”), o “Obstetra” Dalgoberto Miliquino (ex-gerente da TI ,que realizou a ‘cirurgia’, dando a roupagem do blog e acompanhando o ‘pós-parto’, com a ajuda do então “Instrumentador Cirúrgico”, Leonardo Reis, atual Gerente da TI), e do “Pediatra” Kleiner Mota (que cuida da criança, hoje. Diretor da TI, meu conterrâneo de Arapiraca). Eu, a Pãe, responsável pela criança.

    

À você, leitor(a), declarado ou anônimo, que dedica um tempo para ler, deixar seus comentários, questionar, complementar, interagir.É de você que vem a inspiração, a aprendizagem  e vontade de produzir ainda mais. Muito obrigada por me acompanhar durante este tempo, ou somente o tempo que pôde estar! Receba meu abraço.

Aos leitores estrangeiros, presentes nos comentários e no Canal Divã (desabafos).

Meus agradecimentos aos antigos e novos parceiros, que aqui me acompanham e divulgam meu fazer, na imprensa escrita, no rádio ( e Rádio Gazetaweb, onde participo do Intimidades), na TV, no Twitter, no Facebook , no papo em casa, na rua. Muito Obrigada!

Aos meus seguidores e amigos do Twitter, que dão RT nas postagens, que elogiam, comentam e fomentam novos textos.

Aos amigos (virtuais e reais) no Facebook, muito obrigada por curtirem, compartilharem, comentarem e sugerirem novos temas.

Gostaria de colocar o nome de cada um, mas temo esquecer alguém e todos são muito importantes para mim.

 

AGRADECIMENTO ESPECIAL

À Editora Moderna Ltda, que utilizou meu artigo O RÁDIO E SUA IMPORTÂNCIA NO COTIDIANO, num livro didático de História. Mais uma porta importante para mim no Mercado Editorial. Muito Feliz em imaginar ser lida por milhões de brasileiros, no livro de papel, manuseado em tantas escolas, por tantas mãos, mãos construtoras da cidadania e do amanhã que sempre virá, com esperança e fé.

 

Grande beijo no coração de cada um de vocês.

Suzy Maurício, Psicóloga e mãe do Igor, o maior título que posso ter na vida.

Fonte: http://blogsdagazetaweb.com.br/suzymauricio

 

“Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão.” ( Nise da Silveira)

Às 0:59

Tricotilomania: mania de arrancar cabelos

4 mai

*Suzy Maurício

Sintoma muito comum na  prática clínica, porém de difícil diagnóstico uma vez que seu portador esconde –por vergonha- da família e dos demais, seu impulso incontrolável de arrancar os próprios pêlos (das sobrancelhas, cílios, do cabelo, dos pelos pubianos, braços e pernas). Só quando começam a aparecer as falhas no cabelo é que se é descoberto.

Há casos Tricotilomania ,com passagem rápida pela infância, e este sintoma está associado a Transtornos Ansiosos (Estresse, Transtorno Obsessivo-Compulsivo –TOC) e Transtornos Depressivos (associados à Ansiedade). Daí porque é considerado “Transtorno do Controle dos Impulsos”.

Início:  em geral, de 9 a 13 anos, podendo acontecer na fase pré-escolar. Não há muitos estudos sobre sua incidência, visto que é um transtorno secreto, e seus portadores não falam sobre sua mania de arrancar cabelos.

Sintomas: necessidade incontrolável de arrancar os cabelos, seguida de alívio imediato e momentâneo. Pode acontecer em frente à TV, fazendo tarefas escolares, na escola, na praça, etc. Buscam arrancar os fios mais grossos. Pode acontecer de mastigarem ou engolirem os fios, após arrancarem (Tricofagia).

Alguns pacientes portadores de Tricotilomania com Tricofagia (comer os cabelos arrancados) associada, desenvolvem o Tricobezoar , massa formada a partir de pêlos e cabelos deglutidos no interior do trato gastrointestinal .O bolo de cabelo ingerido ocupa uma parte importante do intestino, ocasionando náuseas, anemia, dores abdominais, vômitos, sangramentos pela boca, úlceras, pancreatite e demais danos ao trato digestivo.É necessário uma intervenção cirúrgica (Médico Cirurgião Geral)para a retirada do bolo de cabelo.

 

Tipos de Tricotilomania:

Leve : apresenta sintomas discretos, os pais podem observar e encaminharem a criança ou adolescente para Psicoterapia. O profissional irá cuidar dos medos, ansiedades, etc, que podem desencadear o sintoma. Realizará uma avaliação cuidadosa,que envolve história familiar deste transtorno e outros.

Moderada : quando os sintomas depressivos e obsessivos estão claros, o Psicólogo encaminha ao Psiquiatra, que introduz uma terapêutica medicamentosa, após avaliação médica. A pessoa segue acompanhada pelo Médico Psiquiatra e realizando as sessões de psicoterapia.

Grave: o quadro é assim considerado a partir do momento  em que a criança ou adolescente passa a ter danos na sua vida diária. Na escola passa a ficar no canto, sem se relacionar com os colegas, o cabelo apresenta áreas devastadas (alopécias) em diversos pontos ou numa grande área. Deixa de fazer outras atividades para arrancar cabelos. Prejuízo na autoestima , nas relações sociais, etc. Geralmente a tricotilomaniaestá associada a outros transtornos.

Tratamento : médico (medicamentos) e psicológico(psicoterapia). A tricotilomania poderá ocorrer em curtos períodos, longos períodos ou voltar em intervalos regulares (cíclicos). Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor sua forma de cuidado e eliminação dos sintomas.

 

Fonte: http://blogsdagazetaweb.com.br/suzymauricio

*Imagens: Google

Às 18:26

Dia do Trabalho e UTOPIA

1 mai

 

Quem  nunca sonhou com uma cidade melhor, com igualdade de direitos, justiça social, hospitais para todos, trabalho e salários dignos, carga horária humanamente possível, descanso necessário, ruas sem violência, estado com liberdade e respeito, segurança, alimentação e habitação para todos?

Seria UTOPIA pensar assim? E para que serve a UTOPIA?

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. (Eduardo Galeano)

Platão sonhou e escreveu A República, Morus a Utopia

Construamos nós, a cidade real, com nosso trabalho, exigindo que as leis saiam do papel, que a Democracia saia do conceito. Só depende de nós, um a um,  somando, partilhando, unindo pensamentos e ações para o bem comum.

 

“[...] no caso do ser humano, a razão é a vaidade, a ideia de que se é melhor do que os outros quando se pode ostentar grandes propriedades e todo o tipo de luxo supérfluo. Esse tipo de coisa, porém, não acontece em Utopia.” (Thomas Morus, livro Utopia).

 

 

Às 13:13

Transtorno Bipolar. Bipolaridade não é Loucura!

14 abr

*Suzy Maurício

O que é?

Uma doença psiquiátrica grave e recorrente. Faz parte dos transtornos mentais (do Humor), onde o que está comprometido basicamente é a afetividade da pessoa. Evolui em episódios (mania, depressão, hipomania) ou continuamente, em intensidade variáveis entre os sintomas afetivos e ou do humor.

Antes o TB era chamado de Psicose Maníaco- Depressiva. Dependendo da gravidade, poderá haver a necessidade de hospitalização.

Tipos – variação de intensidade.

Transtorno Bipolar TIPO I: fases de MANIA e DEPRESSÃO.

Transtorno Bipolar TIPO II: é a forma mais leve. Compreende fase de Depressão e HIPOMANIA (mania menos atenuada).

O que desencadeia o TB?

Doença de base genética,onde há uma história familiar de Transtorno Bipolar.

Os fatores ambientais contribuem para o desenvolvimento da doença: abuso de álcool e outras drogas; Excesso de trabalho ou desemprego; Perda de um parente ou de alguém importante; Evento traumático, stress, etc.

Sinais e Sintomas da TB (Depressão, Hipomania e Mania).

A pessoa apresenta ,essencialmente, variação do humor. De modo leve, moderado ou grave, a doença evolui. Causa prejuízos pessoais, familiares, sociais e do trabalho

1. Depressão

É a depressão que leva a pessoa a buscar ajuda especializada. Uma vez que na fase da mania, a euforia pode ser confundida com bem estar e não como sintoma. Na depressão há uma baixa de energia (cansaço), desânimo (diminuição da motivação de fazer as coisas), diminuição da capacidade de sentir prazer (libido), a pessoa dorme mal (insônia) ou dorme demais. O raciocínio fica lento, não consegue prestar atenção nas coisas, dificuldade de memorizar e tem pensamentos negativos. Na forma mais grave, poderá levar ao suicídio, caso não ocorra o tratamento devido.

2.Hipomania.

É a mania leve. Compreende euforias leves, de difícil caracterização porque parece que a pessoa só está animada (nem sempre felizes). Aumento da libido. Apresenta grande irritabilidade, pensamento rápido, formula muitos planos e metas (sem concluir nenhum), se propõe a realizar mil coisas ao mesmo tempo (agitação psicomotora), fala acelerada (logorreia) , assume compromissos arriscados (sem pensar), compra coisas que não precisa, extrapola o cartão de crédito, cheques, ocasiona dano no seu financeiro. É impulsivo, não consegue controlar seus atos.

3. Mania

Humor elevado, atividade física exacerbada, exagerada (arrumar a casa várias vezes ao dia). Diminuição da necessidade de sono (diferente da insônia na depressão, na mania a pessoa não sente falta do sono). Pode ocorrer, mediante os sintomas, uma interrupção total da capacidade laborativa da pessoa, do seu relacionamento social, exigindo às vezes, uma internação psiquiátrica quando em crise (surto).

*Surto: Embora raro, pode ocorrer. A pessoa perde a noção da realidade. Tem delírios excessivamente grandiosos e age inadequadamente, violando normas sociais, com valentia, agressividade, sendo um perigo para si e para os demais.

Tratamento

Por ser uma doença complexa e de caráter instável, o tratamento não é tão simples. Também porque a pessoa vê-se diante do preconceito em relação ao Transtorno Bipolar, ao tomar medicação e sentir melhora abandona o tratamento. Além do paciente, a família também precisa ser cuidada.

Psiquiatra: diagnóstico, introdução da terapia medicamentosa (estabilizadores do Humor, antidepressivos, ansiolíticos…a depender de cada caso), acompanhamento e controle. Encaminha à Psicoterapia o paciente e a família.

Psicólogo: também poderá realizar o diagnóstico e encaminhar ao Psiquiatra para intervenção de psicofármacos. A psicoterapia do portador de TB e estendida à família do paciente. O processo terapêutico ajuda no controle, diminuição dos prejuízos emocionais decorrentes dos sintomas e atos que desorganizaram a vida do paciente. Com a família, trabalha com psicoeducação: conhecer os sintomas da doença; ajudar o familiar a lidar com o problema e a prevenir sintomas futuros;  controlar os riscos associados , a ocorrência e a recorrência de novos episódios.

É importante frisar que Bipolaridade não é Loucura!

Há cura?

Há controle, a doença é crônica e se estende por toda a vida. Inclui uma conscientização sobre seu transtorno, mudanças de hábitos, conscientização e adesão ao tratamento no período de apresentação dos sintomas.

Fonte: http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com

Às 9:50

Deficiências

11 abr

“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“M
udo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.
(Renata Arantes Villela)

Às 10:13

Como você enfrenta suas dificuldades cotidianas?

10 abr

Existir nos remete a grandes emoções, boas e ruins, construtivas e destrutivas, estimuladoras e impeditivas, brandas e avassaladoras. Cada um de nós aprisiona ou externa, o resultante delas.

Diz o dito popular, “nem tudo são flores”. Como seres de emoção, compreender as emoções é uma forma de minimizar os seus danos físicos (somatização), que vão desde a paralisação imediata à doença física/mental.

Em geral, escolhemos um órgão para adoecer – órgão de choque, uma forma de expressão emocional frente ao problema. A coluna dói, a crise de asma aparece, a rinite e todas a “ites” persistem, a pele entra em erupção na urticária, nas alergias. O estômago parece não digerir e “queima” em suas gastrites e úlceras. Na busca de soluções, a cabeça ferve e as enxaquecas parecem não nos deixar. O corpo inteiro responde às emoções.

E nós, o que respondemos às dificuldades no que concerne às resoluções? O que faz você diante dos problemas cotidianos? Como lida com eles na sua vida pessoal, profissional, existencial?

Diante dos problemas, as ‘opções’ de enfrentamento pela maioria, segundo Júlio Melo Filho (Psicossomática Hoje):

“1. Olhar o problema objetivamente.
2. Buscar alternativas para enfrentar a situação.
3. Falar sobre o problema.
4. Ter esperança de que as coisas melhorem.
5. Procurar apoio com familiares e amigos.
6. Agitar-se fisicamente.
7. Fumar, beber e usar drogas.
8. Comer e dormir em excesso.
9. Adoecer fisicamente.
10. Gritar e agredir.
11. Meditar e relaxar.
12. Isolar-se e ficar só.
13. Esquecer o problema.
14. Resignar-se.
15. Sonhar e fantasiar sobre o problema.
16. Rezar.
17. Ficar nervoso.
18. Preparar-se para o pior.
19. Deprimir-se.
20. Dedicar-se excessivamente ao trabalho.”

Como disse Machados de Assis: “A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.”  E nós estamos VIVOS, vivos para sentir, responder, enfrentar, entender, existir.

Faça uma reflexão de como vem enfrentando suas dificuldades, seus acertos e erros, seu excesso de importância e zelo ou seu negligenciar. Temos de construir um meio termo  e as emoções sempre serem olhadas na importância devida, nem demais , nem de menos.

Ficar parado esperando que a vida resolva por nós não é a melhor opção. Levante, reaja!

Fonte: http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com/

Leia também: O NÃO-DITO

Às 22:51

Qual é a hora certa de contar a verdade sobre a origem do adotado?

2 abr

*Suzy Maurício

É mais importante a verdade, a mentira não fará bem à relação afetiva entre pais e filhos do coração, danificará os laços de confiança construídos e a imagem dos pais perante os seus filhos.

  1. Quando ele/ela perguntar, buscar foto do nascimento, parto, vestígios de sua chegada à vida. Não minta. Explique ou desenhe (dependendo da idade) a verdade da sua história, cada um tem direito a ter uma;
  2. Conte a história como sempre contou outras histórias dos livros, esta é a história real- a dele/a;
  3. Antes de falar, se coloque no lugar da criança, qual idade ela tem? De que forma poderá absorver esta revelação? Use a linguagem que ela possa melhor compreender. Responda com segurança;
  4. Respeite o tempo e a reação do seu filho(a), dê-lhe um tempo para pensar sobre o que ouviu, não esquecendo de dizer o quanto o ama, que o(a) escolheu para ser seu filho(a);
  5. Não omita fatos, mentindo para proteger. Em adolescentes que descobrem por outros sua real história, costumam se rebelar contra os pais e podem até atentar contra si mesmo;
  6. O mesmo acontece com filhos de mães biológicas (solteiras) que, mediante seus motivos, não revelam quem são seus pais biológicos. Omitindo sua história.

Ninguém tem o direito de sequestrar, omitir ou mentir sobre a história do outro.

Dicas de livros que poderão ajudar aos pais na hora da verdade, inevitável:

  • Bebê do coração.
  • Clássicos Infantis: O patinho feio, Mogli, Cinderela.
  • Conta de novo a história do dia que nasci.

Fonte: http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com

Às 22:38

Qual a minha origem? A mentira e a verdade na questão adoção.

2 abr

*Suzy Maurício

No dia do livro infanto-juvenil, que tal contar a história do seu filho (a) para ele ouvir?

O bebê daquele casal que não pode ter filhos e anseia por um, de onde vem?

Dos abandonos aos bebês em hospitais e maternidades, oriundos de famílias sem condição econômica de subsistir. Fertilizados em outra barriga. Outros, gerados através de estupros, doados por suas mães antes mesmo de nascerem. Alguns, recém-nascidos, jogados em lixeiras, após a saída do Hospital. Muitos esquecidos em creches, abandonados. Milhares que a mídia televisiva nos fez testemunhar, resgatados em sacos plásticos em rios fétidos, dos deixados envoltos em mantas na porta de uma família, dos vendidos (tráfico infanto-juvenil), trocados por drogas, ou simplesmente rejeitados e entregues pelos próprios pais biológicos.

Alguns desses casos ainda se repetem,atualmente. A forma de adoção, entretanto, mudou no país. ( novo Post )

A adoção é um tema complexo, abrangente, onde os atores principais são: adotante (pais adotivos), adotado (filho adotivo) e genitores (pais biológicos). Os adotados e os que estão à espera da adoção são seres desejosos de um lar, de serem amados, cuidados, protegidos, com nome, sobrenome e pertencente à uma família, direitos legais.

Muitos optam pela adoção de bebês, buscam àqueles que se assemelham fisicamente, e para a alegria dos abandonados, órfãos ou carentes, uma grande quantidade adota sem distinção de raça, cor, idade ou etnia.

No início, a harmonia e a felicidade imperam. Porém, ao passo que os filhos vão crescendo, crescem também as angústias em torno do segredo da adoção e na hora da descoberta do filho (a) sobre sua chegada àquele lar (ainda bebê), e claro, sua reação à respeito. O fato é que, um dia ou outro, haverá esta curiosidade: sua origem , motivos que o levaram a ser adotado, pais biológicos, etc. Uma situação delicada para todos.

A adoção é um ato de amor ao próximo, abra seu coração para esta possibilidade. Com carinho, respeito, responsabilidade e verdade.

Os pais precisam de ajuda. Temos associações ou grupos de apoios aos pais adotivos em Alagoas? Para os que pensam em adotar, para os que já adotaram. A adoção é um passo importante na vida do adotande e do adotado, passo que não poderemos voltar atrás.

A adoção é irrevogável!

Fonte: http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com

Adoção: “o ato solene pelo qual se cria entre o adotante e adotado relação de paternidade e filiação.” (Pontes de Miranda)”

Às 10:15

Filhos do Coração – TV Globo

31 mar

PARTE 1 (Vale a pena rever)

“Toda criança tem direto à uma família”

PARTE 2

“Reintegração familiar quando possível.”  …”Abrigo não é casa de criança”

PARTE 3

“Adoção, um destino em suas mãos”.

Às 2:43

Quando a dor é na ALMA

28 mar

*Suzy Maurício

No Brasil colonial, missionários jesuítas se depararam com índios cujos deuses residiam na natureza, os rituais de pajelança aliviavam os tormentos espirituais, somado aos ungüentos para o corpo. Os religiosos desembarcaram e trouxeram outra fé, outro Deus, e outros propósitos: econômicos, sobretudo. E como eles – os índios – poderiam ser catequizados?

Primeiro, precisavam aprender a falar a mesma língua, para que pudessem ouvir e entender os sermões que falavam da dor fora do contexto saúde-doença, os temas exploravam a vida e a morte, o sofrimento humano, a paixão, a razão, os afetos, as perdas, a realidade, a fantasia e a mortalidade. Tomás de Aquino, o Doutor da Igreja, referiu que “a descoberta da verdade ia além do que é visível”, a alma é a parte do iceberg submersa aos olhos humanos, mas real e visível a cada ser que a sente em si .Também os animais possuem alma e sofrem.

Disse Padre Antônio Vieira em um dos sermões: “Que é este mundo senão um mapa universal de misérias, de trabalhos, de perigos, de desgraças e mortes?”. Os jesuítas levavam consolo aos descontentamentos da vida, às tristezas, aos lutos, como até hoje levam os representantes das  diversas religiões existentes. Eles buscavam formar os homens através da religião, enquanto alguns admiradores de Marx reproduziam a máxima: “é o homem que faz a religião, e não a religião que faz o homem”. Cada um com a sua fé e na sua busca.

Somos sujeitos de linguagem, e nas confissões (ao padre, a si, ao terapeuta) externamos a vivência interior através da palavra. É possível descrever a dor da alma?

Freud, com a psicanálise, propôs um novo olhar para as dores da alma, considerando que “elas não são menos reais nem menos violentas” do que as dores do corpo. Na verdade, as dores da alma são lancinantes.

Lembro de um paciente, sentado, com a mão sobre um lenço branco apertando o peito. Falava pausadamente, faltava-lhe o ar, dias sem dormir (mesmo com medicamentos), face de sofreguidão, corpo se arrastava exausto. Reclamava de uma dor profunda, aguda, que lhe impedia de erguer-se, de dormir, de comer, de locomover-se. Aos 30 minutos de sessão, insistia na dor de causa física, embora os exames e os médicos não encontrassem justificativa orgânica para tal. Confrontando tais dados, pedi para que escutasse o seu peito latejante e pudesse compreender o que ele dizia. A dor é uma linguagem de que algo está precisando de cuidados, se dói a perna o médico ortopedista vai investigar o que se passa. Se doer o peito e nada existir de errado com os órgãos internos, o que há? Questionei. O silêncio rondou o ambiente terapêutico, por minutos, um silêncio de muitas falas, choro e dor. Então ele fitou o olhar e disse: “a minha dor é na alma”. Foi a partir daquele instante que pudemos começar, enfim, o processo terapêutico, que nada mais é que a arqueologia de si mesmo. Um trabalho a 4 mãos, do Psicólogo e do paciente. Ele então saiu da sessão dizendo sentir um alívio no peito, alívio que o discurso propiciou, o vômito da alma.

Não é fácil cuidar da dor na alma, leva tempo, a pessoa vai descobrindo o que sente, entrando em contato, fugindo, retomando, enfrentando a sensação excruciante, se expondo visceralmente ao psicólogo nos seus tormentos rumo à conscientização e à cura.

Se suas ídas à Igreja, ao Templo, ao salão ou a outro local que abriga a sua fé não aliviar sua dor, se sozinho não está conseguindo superar, busque ajuda especializada(Psicólogo)!

Não se desespere, vai passar.

Fonte: http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com (@SuzyMauricio)